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Ana Beatriz |
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010 @ 21:25All i need is love
![]() Eu fecho o meu armário e aproveito para dar uma olhada rápida para ele, que está do outro lado do pátio. Fito os seus olhos penetrantes, o seu cabelo cuidadosamente jogado para o lado, a pele branca, as pernas longas e o jeito como você fala com as mãos, como atrai todas as atenções para si mesmo. Seria eu o único que reparava em todos os seus trejeitos? Você me fazia bem. Muito, muito bem. Para mim, pouco importava se você já havia olhado para o meu rosto, se falaria algum dia comigo ou se talvez sentisse alguma coisa por mim, se soubesse da minha existência no mundo. Eu realmente não me importava, contanto que pudesse admirar a sua beleza todos os dias, sonhar acordada todos os dias, imaginar momentos que talvez tivéssemos juntos, quando eu menos esperasse. Eu só queria amar. Não queria resposta, não queria beijos, não queria uma conversa séria ou o inicio de um namoro. Eu queria que o mundo amasse mais, que todos amassem mais. Que dentro de cada pessoa surgisse um sentimento de fraternidade pelo outro, de ajuda, de querer que todos estivessem com um sorriso no rosto no inicio de seus dias, que todos abrasassem os desconhecidos como irmãos e os conhecidos como se fosse a última vez. O mundo precisava disso. Estávamos em uma situação em que todos só se importavam com dinheiro, ganância, e a inveja estava em todos os corações, dominando as pessoas como se fossem suas marionetes. Marionetes que passavam, uma por cima das outras, para conseguir o que tanto queriam e alcançar os seus objetivos. Sonhos? Não existiam mais. Tudo era duro, frio, e em cada sentimento se revelava uma segunda intenção. O mundo precisava de uma palavra ou de qualquer coisa que reconfortasse todas as pessoas, e que no fim de qualquer dia, todos olhassem para o por do sol e pensassem o quanto tinham sorte por possuir o maior amor do mundo. Amar era bom. Amar era tudo o que eu tinha. Mesmo que ele nunca me conhecesse, a experiência e o sentimento sempre estaria marcado no meu coração e eu nunca o esqueceria: não importasse nada, só aquele sentimento maroto já fazia o meu dia estar mais feliz. Eu sentia que as oportunidades surgiam, que todos sorriam para mim e que o sol finalmente estava aparecendo. Eu queria - e ainda quero - que todos se sintam assim. Que todos coloquem um sorriso em suas faces só por... colocar. Sem esperar nada em troca. Talvez seja pedir demais, mas eu não sou o único sonhador. Fecho o meu armário e ouço os passos silenciosos se aproximando. ―Você senta ao meu lado na aula de Biologia, não?―Ele me perguntou, com aquele sorriso que eu tanto admirara por horas, dias e meses. ―Sim.―Minha voz saiu fraca, diferente do que eu pretendia. Havia sonhado tanto com este momento. ―Pode me passar a matéria? Não tive tempo de copiar.―Ele sugeriu e jogou a franja para o lado. Mais que depressa eu passei o meu caderno para ele. Se esperava um convite para um baile? Não. Se esperava mais que um sorriso? Não. Amar, para mim, já era o bastante. Só amar. Hey! *-* Estou feliz pois vi vários blogueiros antigos voltarem agora, com novas postagens e mais inspirados do que nunca! Também estou com mais pique para postagens, agora que as férias e o fim de ano estão chegando. Quem não se anima mais para o verão? Eu sou apaixonada pelo sol, pelo calor e pelos eventos de fim de ano, que dessa vez, serão ainda melhores. Convido a todos para me seguirem no Twitter, onde converso com os meus leitores: Twitter.com/biiazinha1322 Comentários |
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